Verdade, depende muito das pessoas com quem você divide o teto; para mim, por exemplo, não há nada pior do que chegar em casa lá pelas 18:30, com o pé doendo e a cabeça latejando e ter que ouvir “hoje é o seu dia de limpar o fogão...”! Juro, da vontade de abaixar quatro dos cinco dedos da minha mãe e soltar um sonoro f#@*-se!
É muito triste chegar em casa e se trancar logo no quarto pra não ter que conviver; por isso acredito que para se morar junto tem que haver compatibilidade e ainda mais, afinidade! Porque ninguém merece morar com alguém que ouve, no volume máximo, Kelly Key e coisas do tipo.
Só que respeito e uma dosesinha de bom-senso também são bem-vindos; respeito com o espaço e os costumes do outro; e bom-senso para se tocar que alguns comentários não são necessários, e que tem dias que é melhor deixar quieto.
Tantas histórias que eu conheço de pessoas que se davam bem, foram morar junto e aí já era. Uma pessoa inteligente e que eu realmente admiro uma vez me disse: “morar junto é como um casamento, você tem que saber abrir mão de algumas coisas e se impor em outras.”.
E eu não digo isso só em repúblicas; com a família também; nada como o respeito ao espaço de cada um, ou então aos costumes da família; a compreensão de que todo mundo tem seus dias bons e ruins; a noção de que autoridade é autoridade, mas uma boa conversa é sempre mais produtiva do que uma grande discussão.
Eu sei que morar junto é se relacionar, e não existe fórmula pronta pra nenhuma espécie de relacionamento, mas eu vou tentar uma:
Morar junto com sucesso = respeito + bom-senso + compreensão + afinidade + compatibilidade + MUITA paciência.
[Letícia]
