sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Presente, querido professor!




Quem nunca respondeu chamada? E quem nunca driblou a chamada?

Será que ela é assim tão importante? Porque vamos combinar, quem nunca ouviu aquela história do professor chato dizendo que ia processar os alunos por uso de identidade falsa só porque resolveram assinar na lista o nome de uma pessoa que não tava na aula; ou então aquela história da carrocinha que os professores contam dizendo que não colocam presença para alunos que não estejam presentes, porque uma vez, um aluno fez isso e usou a lista de chamada como álibi e bla bla bla...

Analisemos: aluno X vai a todas as aulas, mas só tira nota pra baixo da média; aluno Y ta pendurado em faltas, mas suas notas vão muito bem, obrigado! Mas o aluno X tem direito a exame, mas mais um diazinho que o pobre Y falte, e pronto, ele já bombou de ano! INJUSTIÇA! no mínimo!

O que conta não é o tanto que aprendemos? E o que mostra isso não é a nota que tiramos na prova? Então, por que pegar tanto no pé só por causa de uns dias que o sono ou a balada foram mais atrativos do que a sala de aula?

Ta, ta, ta, que dizem que tem que ter um mínimo de presença em sala de aula e que estar lá demonstra interesse, mas não é muito mais interessante saber a matéria sem nem sequer conhecer o professor?

E talvez eu deva parar de fazer indagações, e ir atrás de contar as minhas faltas, por que sabe, né?



[Letícia]

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Eu hoje acordei, querendo ver o mar ...


...mas não só isso, eu também quero deitar no chão e olhar as estrelas; dormir com o barulho da chuva e acordar sentindo o cheiro da grama molhada.

Eu quero sentar com meus amigos e assistir o pôr-do-sol, fazer um lual ouvindo as ondas quebrarem na areia, brincar de bem-me-quer com as pétalas de uma margarida.

Eu quero andar na chuva sem rumo e sem compromisso, sentir o cheiro salgado da brisa marinha, ver as árvores através da neblina do topo de uma serra.

Eu quero tomar banho de rio, sentir o gosto do orvalho, soprar dente-de-leão, ser massageada pelas águas d’uma cachoeira, ler um livro à sombra da árvore frondosa.

Eu quero me libertar, fugir e me encontrar, não pensar em nada e resolver tudo, me desligar do mundo e me sintonizar com a natureza!


[Letícia]

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Fechado para balanço

Não, não estamos fechando o blog porque, na verdade, mal o abrimos. Também não estamos fazendo drama num momento de rebeldia sem causa para que os leitores venham paparicar. Só estamos usando de intertextualidade (“...Fogo!”) pra definir nossas tardes de domingo regadas a tereré.
O melhor do domingo é refrescar a memória dos amnéticos alcoólicos narrando suas patuscadas na balada de sábado. Como um diário de bordo. Se você é aquele que foi eleito para dirigir e, consequentemente, não beber, será o mediador do debate dominical – que consiste em uma roda de cadeiras (com ou sem a presença de um baralho) ocupadas pelas pessoas com quem você dividiu a noite anterior – mas se você foi um daqueles que enfiou o pé na jaca e a cachaça no fígado, meu amigo, prepare-se: você será o alvo,ou a piada do dia. Porque o álcool, pra quem não sabe, costuma afetar a memória quando ingerido como se não houvesse amanhã. Então não se surpreenda ao tentar sofregamente lembrar-se de...
*Quem era aquele indivíduo dormindo no sofá da sala;
*Ter tirado o sapato no meio da festa;
*Qual o nome que você usou para apresentar-se àquele dragão que, mais tarde, devido à quantidade de álcool ingerido, passou a ser princesa;
*Ter tentado acertar a placa com uma garrafa;
*Ter tentado acertar seu amigo com o tênis tirado anteriormente;
*Ter roubado mais um cone;
*Ou ter feito bunda-lelê para o vigia;
*Ter confundido a janela do quarto da sua mãe com o Drive Thru do MC;
*E a garagem com Drive In;
*Ou a garagem do vizinho com a sua;
*Ter ferrado teu melhor esquema por causa de um maldito ex;
*Como esse roxo apareceu na tua perna;
*Em que parte da noite seu salto quebrou;
*Quem falou que era uma boa idéia gritar “gostoso” para o cara da banda, justamente quando ficou tudo em silêncio;
*Ou quem falou que era uma boa idéia virar aquele shot de tequila;
*Que a tequila não é maldita... Certeza que foi o cachorro-quente que fez mal, ou no máximo, o pastel na feira, com o qual insistem em dizer que você bateu na cara do seu amigo;
*Sim, aquele mesmo pastel que, segundo o mediador, você repartiu em 10 pedacinhos e jogou em todos, inclusive em quem não conhecia, antes de dar um tapa na testa de outro cara, igualmente anônimo;
*Como sua mãe te ouviu chegar se você jura que não fez barulho e que o fato de ter derrubado o vaso, cantado pneus e riscado a fechadura, é apenas um detalhe;
*Por que suas costas estão sujas - sim, você deitou no chão da balada;
*Como sabem aquilo que você jurou segredo... É, meu amigo, você bebeu, bebeu, bebeu e abriu o bocão.
Se, depois de terem te contado como foi a noite fatídica de sábado, você está começando a sentir a tal ressaca moral.... Com certeza a próxima frase será: “eu nunca mais vou beber”! O que durará, no máximo, até semana que vem. E reze, meu bem, reze muito pra ter permanecido com o mediador a maior parte do tempo porque, se por um lado é ruim ouvir tudo o que você fez enquanto estava bêbado, por outro é bem pior imaginar o que você fez quando ele não estava contigo.

Sim, você fez!

[Carolina, Karina]

*Créditos aos bêbados que nos divertem no sábado e mais ainda no domingo.

*Créditos ao querido que fez o favor de postar a foto.