terça-feira, 11 de novembro de 2008

We'll always have Paris

Se eu fosse a diretora de fotografia da minha vida, ela teria o visual "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", com toda aquela profusão de cores entre o amarelo, o vermelho e o verde, e aquela trilha sonora docinha, que sempre remete ao conceito "tardes frias de sol".
Talvez seja parcialmente por culpa dessa visão romanceada do cotidiano parisiense o fato de eu ter me apaixonado tão desesperadamente pela Cidade-Luz.
Já tentaram de tudo para espantar o amor franco que me assola, mas esqueçam. Podem dizer que as pessoas fedem ou que são estúpidas, que é tudo muito caro, que a comida é nojenta. Nada vai mudar a vontade que há muito acalento de conhecer aquele lugar.
Quando eu estiver em Paris vou fazer questão de andar pelo Jardin des Tuileries ouvindo "La Vie en Rose" no MP3, porque um filme não é nada se não houver trilha sonora. Vou tirar foto deitada no gramado em frente à Torre Eiffel, vou olhar o Moulin Rouge e sentir vontade de dançar Can-can, vou visitar o Louvre no final da tarde pra ver o restinho de sol refletido no piso de parquet da Grande Galeria, vou conhecer o Centre Pompidou pra poder dizer se o julgo uma obra-prima da arquitetura moderna ou uma afronta ao romantismo local.
Quando eu estiver em Paris vou tomar um TGV e vou parar em Versailles, passear pelos jardins, tirar foto em alguma escadaria, filmar a Galerie des Glâces pra tentar aprisionar seu esplendor por uns tempos, esperar entardecer para vê-lo dourado como se fosse concebido em ouro puro.
Quando eu estiver em Paris vou sentar em um café no meio da tarde, na Champs-Elysées, contemplando o Arco do Triunfo. E vou precisar achar alguém por quem morrer de amor só enquanto eu estiver por lá, porque Paris é pra ser sentida assim mesmo.

Gramado, me aguarde!
[Carolina]

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A grande rede mundial de assuntos

Zero hora e três minutos, exatamente, marcada ali no canto direito da tela do meu computador. Estou eu aqui com uma missão, o maior espetáculo da Terra: compilar as eleições dos EUA, a união do Itaú com o Unibanco, o GP de Fórmula 1 que aconteceu ontem e o plano da Paris Hilton de ir pro espaço em um único texto que, de preferência, faça algum tipo de sentido. E eu farei tudo isso tendo que me levantar amanhã às oito da manhã, senhoras e senhores!
Como não há tempo a perder, vamos aos fatos: é muito mais fácil ser de esquerda no país dos outros, e quando se tem o Bush como situação (calamitosa, aliás). Digo isso porque, quando estávamos para eleger nosso amado presidente, Sr. Luís Inácio Mula da Silva, eu era direita declarada! Mas vocês haverão de convir comigo, porque trocar um sociólogo por um metalúrgico aposentado por invalidez depois de perder o dedo é realmente muito mais difícil que trocar um general sanguinário por um cara simpático e com uma plataforma de campanha decente como a de Obama. A questão é que as eleições americanas aparentemente vão ser decididas apenas nos momentos finais, exatamente como a disputa entre Lewis Hamilton e Felipe Massa, que só encontrou sua redenção no último GP da temporada.
Em suma, a corrida de ontem sagrou Lewis Hamilton, carinhosamente conhecido lá em casa como Mirtão, campeão mundial da temporada 2008 de Fórmula 1. Digam o que quiserem, senhores, mas eu fui acordada a duas voltas do final do GP com meu irmão gritando: "Cara, o Vettel passou o Mirtão!" e, até o momento em que o Massa cruzou a linha de chegada, Mirtão ainda era o grande perdedor do ano! Portanto, Felipe Massa é o novo nome da Fórmula 1 e não é qualquer Mirtão que tira essa vitória das mãos desse brasileiro!
Bem, talvez a atual crise mundial o faça, comendo, com essa alta desvairida do dólar, os milhões que ele adquiriu correndo honestamente. Enquanto isso, no cenário econômico brasileiro, Itaú e Unibanco anunciaram sua fusão (quase como no Dragon Ball Z) e a Bovespa reagiu bem, fechando em alta. Esse tipo de acontecimento me faz perceber pela milionésima vez o que todo mundo já sabe, mas os pregões não conseguem aprender: economia é especulação, quase como fofoca de comadre. Se algum engraçadinho inventa uma boa história em que todo o resto acredita, as coisas acontecem de acordo com o que ele ditou. É claro que a questão é um pouco mais complexa do que isso, mas se esse povo parasse de acreditar em tudo o que escuta, metade dos problemas que ocasionaram a crise estaria solucionada.
Com todas essas considerações, bem mesmo faz a Paris Hilton, que está desembolsando duzentos mil dólares para financiar sua viagem ao espaço. Ironicamente o nome do ônibus espacial que fará essa caridade por nós, seres humanos possuidores de cérebro, é Virgin Galactic (risos internos brutais). Segundo o Ego, Paris deu a seguinte declaração a respeito: "Eu estou muito assustada. E se eu não voltar? Com toda a história dos anos luz, e se eu só voltar daqui a 10 mil anos, e todas as pessoas que eu conheço estiverem mortas? Vai ser do tipo, 'ótimo, agora tenho que começar tudo de novo'".
Paris, querida, se o Ego me perguntasse eu daria a seguinte declaração sobre o tema: "Eu estou muito assustada. E se ela voltar? Com toda essa história dos anos-luz, bom mesmo seria se ela só voltasse daqui a dez mil anos e todos que a conhecem já estivessem mortos. Seria do tipo: 'ótimo, agora que nos livramos, vamos começar tudo de novo, sem ela'".
Por falar nisso, quem sabe não é a simples presença de Paris Hilton o ponto-chave de todos os outros problemas mundiais?
Ei, Paris, será que não cabe o Lula, Bush, McCain e o Mirtão aí também?
[Carolina]

domingo, 26 de outubro de 2008

Ode to my friends

Das coisas que tenho a agradecer na vida, uma das mais importantes é, sem dúvida, a capacidade de escolher amigos.
Tímida que eu era quando criança e adolescente, nunca fui de ter milhões de amigos mas, os poucos que tinha, eram daqueles que brigariam com o mundo para ficar ao meu lado. Hoje sim, tenho zilhões deles, e amo a cada um como amo meus irmãos. Com alguns estou em contato todos os dias, outros não vejo há seis anos ou mais, mas continuam sendo meus amores eternos.
Tenho amigos que entraram na minha vida na aula de balet, há mais de dezoito anos, tenho amigos que eram pra ser apenas os filhos das colegas de trabalho da minha mãe, mas que estão na minha vida até hoje, meus irmãozinhos.
Tenho amigos que conheci no primário e de quem só me tornei amiga já no ensino médio, tenho amigos que se tornaram amigos porque trabalharam comigo no meu primeiro emprego, tenho amigos com quem passei apenas um mês de minha vida para um outro trabalho, tenho amigos que eram pra ser apenas meus primos, outros que eram pra ser apenas madrinha, apenas padrinho, apenas tios, apenas avós, apenas pais, apenas padrasto, apenas irmãos.
Tenho amigos que conheci quando mudei de colégio, outros que conheci na catequese, outros ainda com quem briguei depois que moramos juntos e que me orgulho por ter resgatado a relação, amigos que foram morar muito longe de mim, amigos de infância que, apesar de não encontrar sempre, sei que estão ali sempre, amigos desses três anos de faculdade, e outros que só entraram na minha vida muito recentemente.
Todos, todos eles merecem demais o lugar que possuem em meu coração e, apesar de ser injusto, serei obrigada a citar os nomes de alguns, que estão mais presentes na minha vida e que talvez não façam idéia da importância que adquiriram.
Valeu MESMO, Kah, Lelê, Jeh, Pri, Lih, Tassi, Malu, Andressa, Helo, Su, Bia, Dani, Mari, Guh Mendes, Queijinho, Guh Munekata, Josi, Nessa, Thah, Ferpinha, Fábia, João, Tia Lu, Tia Ma, Tio Marco, Tia Dilene, Tia Duda, Mat, Pedro, Tio Dirley, Mamãe, Papai, Deni, Nana, Simon, May, Ro, Gest, Morga, Ally, Carbono, Kel.

Cara, sei que estou bêbada na maior parte do tempo mas, mesmo no atual estado de sobriedade, amo vocês de paixão!

[Carolina]