quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sete minutos e uma crônica

Peço desculpas desde então, porque tenho apenas sete minutos para fazer uma crônica e erros de português - ou digitação - que forem surgindo pelo caminho terão realmente de ficar aqui porque em sete minutos não dá tempo de corrigir uma crônica além de consttruí-la.
No máximo posso cuidar para que meus dedinhos não esbarrem em teclas adjacentes àquelas que pretendo teclar, mas o T do notebook, por exemplo, às vezes duplica e às vezes falha. Sempre saio corrigindo quando percebo que isso aconteceu, mas hoje tenho só sete minutos e não vai dar tempo.
Sete minuttos é bem pouco tempo pra se escrever uma crônica, mas parece bastante tempo se você estiver esperando uma ligação importante. Ou se estiver esperando na fila do banheiro.
Sete minutos não são suficientes pra muita coisa, na verdade, a menos que seja dar um último abraço. Um abraço de sete minutos é, sem sombra de dúvidas, um abração. Se virar beijo, então, tanto melhor, tantto mais longos os tais sete minutos.
Mas quando se está escrevendo uma crônica, sete minutos não vão deixar sair uma coisa assim, excelente, porque mal dá tempo de pensar em um assunto pra discorrer.
SETE MINUTOS!
Por esse motivo, supostos leitores, vocês terão de aceitar o pedido de desculpas da gênese desta crônica. Sete minutos não dão pra quase nada.
Agora, por exemplo, já foi.

[Carolina]

terça-feira, 7 de abril de 2009

Marx ficaria orgulhoso

Karina [ANBID] diz:
Você me ajuda a escolher algo pra sexta? Eu queria estar com uma roupa bem bonitinha!!!
Carolina diz:
A gente muito pode sair na quinta pra achar algo, se você quiser.
Karina [ANBID] diz:
olhaaa... Vdd. Meu comprei um vestido xadrez, já falei?
Carolina diz:
Falou, e eu não vi.
Carolina diz:
Kaaaah, nunca senti tanta falta de algo meu que ficou contigo quanto sinto das minhas canetas nesse momento. Minha letra fica uma b*sta com as outras.
Karina [ANBID] diz:
Nem lembrei e tbm muito não estou usando, só uso marca texto nos últmos dias =/
Carolina diz:
Não estou preocupada se você está usando, f*da que trava minha escritaaaa.
Karina [ANBID] diz:
Acho que meu com vc só tem uma argola prata
Karina [ANBID] diz:
Eu sinto falta, mas paguei R$ 1,99 por elas. Ou melhor, nem isso eu paguei, porque fui comprar e o Jair do Lojão do Keima me deu.Então, posso adquirir outras se quiser.
Carolina diz:
Estão mesmo. Na minha bolsa.
Carolina diz:
A argolinha que a Jeh me deu tá aí, né?
Karina [ANBID] diz:
Aham e uma argola com borboletas
Carolina diz:
Essa nem uso, vai ficando.
Karina [ANBID] diz:
Ah sim, sinto falta só da minha joaninha
Carolina diz:
Hein, por acaso minha sapatilha de oncinha tá aí? Num acho em lugar nenhum.
Karina [ANBID] diz:
Cara, se a gente morasse junto ctz que o guarda-roupas ia ser comunitário
Karina [ANBID] diz:
Táaa. Meu é sua?? Num sabia


Quer dizer, quase um regime comunista, sem essa de propriedade privada.

[Carolina, Karina]

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Do abraço

Quando me deitei a seu lado ontem à noite eram duas da manhã e eu não tinha a intenção de acordar ninguém. Principalmente em vista da sua dificuldade declarada em pegar no sono todos os dias.
Fato é que era tarde, eu estava incerta quanto à minha decisão de ter saído de casa e não queria causar mais problemas do que já tínhamos.
Talvez se faça necessário explicar que muito da minha necessidade de abraçar, beijar e apertar quem eu amo vem da minha doce progenitora. Fui criada à base da proximidade. Preciso estar perto, junto, quase entrar em fusão, para demonstrar a imensidão do meu afeto.
Minha mãe sempre foi de um carinho extremo conosco, de botar no colo mesmo e fazer ninar. Desde cedo me acostumei a esse traço de sua personalidade e a ele adaptei a delicadeza que julgo possuir, ainda que apenas de leve.
Apesar disso, nunca entendi muito bem como fomos nos tornar tão íntimas, tão cúmplices, tão mãe e filha e amigas e irmãs. Seu carinho sempre presente me deixa segura e creio que venha daí a relação tão sublime que se desenvolveu entre nós.
Mas ontem, quando abri a porta do quarto e ela acordou, e me deitei a seu lado às duas da manhã e, após dizer boa noite, ouvi num fio de voz aquele "me abraça?!", toda a leveza da nossa ligação desceu devagar do teto do quarto, veio parar no meu coração, deixando tudo perfeitamente simples, totalmente claro, completamente explicável, absolutamente puro.
Eu virei para o lado e a abracei. E naquele abraço estavam contidos vinte anos da sua dedicação a mim, aos meus irmãos, à nossa felicidade.
E foi assim que eu, às duas da manhã de uma quarta-feira, me tornei sua mãe também.
[Carolina]