terça-feira, 19 de maio de 2009

Remédio para insônia

02:09 da manhã. De novo.
Há umas duas ou três semanas essa insônia se repete.
Não estou preocupada com as tarefas do dia seguinte, não estou triste por causa das confusões constantes em minha família incomum, não comi demais antes de deitar.
O filme, o Jornal da Globo e o Programa do Jô já acabaram.
Só me resta ligar o rádio no celular, e ir procurando impacientemente uma música qualquer... É engraçado como nesse horário tocam as mesmas músicas todos os dias.


De Lenny Kravitz à Pitty, encontro sempre uma brecha pra encaixar a figura que vem tomando o lugar do meu sono.
E no auge da minha fantasia, sempre toca a MESMA música: "Cedo ou tarde a gente vai se encontrar, tenho certeza numa bem melhor. Sei que enquanto canto você pode me escutar. (...) Me sinto só, mas sei que não estou pois tenho você no pensamento." N X Zero, certo?
Poxa, com tanta música, é essa que vai me fazer lembrar de você?
Há tempos eu não vivia isso. Estou me sentindo com 15 anos. Na verdade, acho que quando eu tinha 15 anos eu sabia disfraçar bem melhor.
Tá difícil conviver com essa impotência. É jogo demais. Espera demais. Perto demais. Conveniências demais.
Mas tem me feito bem. Apesar de tudo, Tem me confortado.

Acho que agora eu vou levantar, digitar, sem usar o óculos, que é pra ver se fico com "a vista cansada", se o tempo passa, e o sono vem.
Alguém conhece álgum remédio pra insônia?




Obs.: Enquanto eu escrevia esse texto, a bendita música do N X Zero tocou duas vezes.

[Karina]

segunda-feira, 11 de maio de 2009

I'll survive

Daí que, por um desses acasos que só acontecem na minha vida, eis que sexta-feira fui parar em uma boite gay.
Devo esclarecer desde já que respeito todo e qualquer tipo de opção de outrém, seja ela religiosa, sexual, intelectual, musical ou culinária e que, portanto, não tenho problema algum em conviver com pessoas diferentes de mim. Sendo assim não vi nada demais em adentrar o ambiente, até porque sou bastante sociável e julguei que quem corria maior risco de ser atacado eram os dois rapazotes que estavam comigo. Pelo jeito eles pensaram o mesmo, porque nos sentamos em uma mesa e ali os dois permaneceram, quase sem respirar, enquanto eu fazia questão de olhar em volta.
E, pra falar a verdade, não vi nada demais! E não vi porque não havia nada demais para ver. Pensando melhor agora, admito que foi preconceituoso da minha parte - e olha que me considero bem liberal - esperar uma esbórnia total somente pelo fato de se tratar de uma boite gay. O que acontece lá é o que acontece em qualquer outra boite do planeta: tem gente dançando, gente paquerando, gente conversando aos berros para ser ouvida, gente bebendo, gente rindo, gente se divertindo. Gente. Como qualquer outra gente.
Ninguém nos atacou, ninguém ficou nos encarando - nem como possíveis paqueras, nem como extraterrestres -, o que, aliás, difere completamente da impressão que eu devo ter passado, com a minha observação ridícula do lugar no início.
Mas o que eu queria dizer era outra coisa. Sempre achei que a tal de "I'll survive", gravada pela fabulosa Gloria Gaynor, era o hino dos hinos para os homossexuais. E fiquei chocada ao ver que eu estava absolutamente enganada também neste quesito!
Ao contrário do que imaginava, eles acham tanta graça na música quanto nós. foi só a referida começar a tocar que todos deram risadas. Dançaram, naturalmente, mas mais tirando sarro do que sentindo o poder do movimento gay nas veias. Ri junto com eles, e percebi que, exceto pela opção sexual, tínhamos todo o resto em comum.
Achei o máximo. Me diverti muito. Depois da terceira cerveja meus acompanhantes até conseguiram esboçar um ou outro sorriso e acabamos conversando normalmente.
Recomendo. É um exercício extremamente divertido, pricipalmente para quem se diz "livre de preconceitos".

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Valeu a pena...

... dar rizadas em momentos sérios,
mesmo sendo repreendida e censurada.

... chorar de alegria,
mesmo borrando a maquiagem e estragando as fotos.

... as angústias que antecederam decisões e resultados,
desfrutando das conquistas e amargando as derrotas.

... os abraços apertados,
tanto pra pedir desculpas quanto pra agradecer.

... confiar e perdoar,
mesmo quebrando a cara depois.

... registrar os momentos,
em filmes, fotografias, feias ou bonitas.

... as piadas,
que fizeram gargalhar ou não tiveram graça alguma.

... as brigas,
porque fortaleceram o que era de verdade e acabaram com o que não era.

... as viagens,
divertidas, caras ou sem propósito.

... descobrir e redescobrir,
pessoas, roupas e lugares.

valeu a pena ser pescador,
de ilusões, de sonhos e de realidade.

valeu a pena viver cada segundo,
principalmente porque tenho vocês, cada um que mora no meu coração...