quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Pelada

Não, não pretendo discorrer sobre nenhuma moçoila despida, para tristeza dos rapazes que porventura venham a ler meu humilde excerto.
E, para aumentar o desespero dos mesmos, lá vou eu declarar que estou aqui para falar de futebol!
Digo, pretendo falar de futebol assim que eles pararem de me atirar latinhas.
Acontece, garotos, que eu adoro futebol! E, crime maior ainda, adoro discutir futebol!!!
Futebol, para minha família, é instituição. Fui criada vendo os jogos do Palmeiras - indubitavelmente minha alma - mas também de qualquer outro time que estivesse jogando. Até do Itapipoca, até do Mandaguari Esporte Clube.
Mas vou ater-me a comentários sobre meu próprio time, para evitar ameaças de assassinato. Ao menos palmeirenses considerarão o fato de que também o sou antes de querer me matar.
Não é necessário repetir o mantra: Marcos é a alma do clube e fim de papo. Ele não joga no Palmeiras por dinheiro, joga porque é palmeirense, efetivamente. Até aí podem dizer que Rogerio Ceni também é a alma do São Paulo, mas minha opinião é que Rogerio é linha frustrado, daí se especializou em cobrança de faltas e por isso se destaca... como goleiro, no entanto, não tem nada de especial. Enfim, São Marcos se irrita quando perdemos não só porque trabalha ali, se irrita como torcedor que é!
Gostava do Edmundo, cara. Nunca mais esqueci o "au au au, Edmundo é animal" de quando ele era realmente o terror. E também nunca mais esqueci que o Leão era nosso goleiro "a long time ago"... amava o Alex, gostava demais do Muller e do Luisão. Nossa, nem sei como me lembro deles.
Da atual formação, ainda não sei qual o meu sentimento com relação ao Armero e ao Ortigoza. Na verdade acho que o Armero joga bem, desde que se concentre em fazer o que tem que fazer ao invés de ficar pulando pra todo lado. Já o Ortigoza sei lá... algo ainda não esclarecido não me agrada.
Diego Souza é indiscutivelmente o homem da vez, mas sem o Cleiton Xavier meio que pipoca. Obina é aquela coisa do cara que chegou pra ser "melhor que o Eto'o" e aí já viu... por melhor que jogue, sempre parece que fez pouco.
O Souza é bom, cara. O único problema dele é ser cabeça quente (o que talvez justifique os cabelos vermelhos). Já Pierre, cada vez melhor. Se continuar assim podemos dispensar meia dúzia.
Sandro Silva aparece pouco, mas quando o faz é pro bem. Vágner Love dispensa comentários, mas só joga quando quer. Danilo fica ali, às vezes me dá vontade de chutar longe de tão apagado, de repente surge do além pra tentar definir as coisas - e numas assim até consegue. Sacconni não é nada mau, bem que Muricy poderia confiar mais nele... acho que o jogo fica mais aberto quando ele está em campo.
Ah, por falar em Muricy, acho um excelente técnico, deve estar querendo enforcar metade do elenco por essa queda lamentável na reta final do Campeonato Brasileiro. Para mim, como torcedora, também é difícil de admitir, mas Palmeiras já mereceu mais esse título...
De qualquer forma... eu canto: eu sou Palmeiras até morrer! Olê, olê! Olêêêê, olêêêê...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ultraje a rigor

Neste mundo, há uma porção de coisas absolutamente impossíveis de se obter. Dois corpos ocupando o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo é um bom exemplo, mas há outras situações mais, digamos, palpáveis: vaga no estacionamento do supermercado, elevador no andar em que você se encontra, homem fiel-rico-inteligente-gentil-heterossexual, meu TCC. Mas nada se compara à impossibilidade de se manter a elegância ingerindo líquidos em um copo plástico.
Digo isso por uma experiência recente - um super evento de tecnologia, contando com a presença de prefeito, governador, reitor de universidade, comitiva estrangeira e tudo o mais; pessoas em trajes mega elegantes (exceto o supracitado governador, devo acrescentar) e, quando é servido o coquetel, copos descartáveis.
É compreensível que, uma vez que o número de pessoas presentes era bastante elevado, a organização tenha optado por não arriscar gastos extras com copos quebrados, mas isso não diminui o constrangimento geral. Eu mesma, desencanada que sou, metida em um salto agulha e camisa de alfaiataria, fiquei totalmente descomposta segurando aquele copo. Foi comparável a estar sem roupa alguma.
O mais engraçado foi notar que todos os presentes sentiam o mesmo, tentando de alguma forma disfarçar o copo e a vergonha ao mesmo tempo, sem saber direito como olhar para os lados.
Bem, depois de ouvir o mesmo governador chamando UEM de UEL, traje a rigor e copos descartáveis até que combinam bem.
Ok, exagerei. Vai ver eu sou mesmo a única surtada que pensou nisso.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Hoje é meu aniversário, e teve uma festinha esses dias, e eu ganhei um jogral das meninas, olha que lindinho:


A gente conheceu uma guria
que era de um colégio diferente.
Não sei porque a antipatia,
mas ela não gostava da gente.

E do nosso lado,
também houve rejeição.
Quem era essa menina,
de mini-saia e meião?

Mas quem diria que Hitler
teria um bom comportamento?
Iniciou-se uma amizade,
por causa do seu julgamento.

Mas se uma maçã é podre,
as outras apodrecem também.
Foi isso que a Lelê fez,
com essas carinhas de neném.

Eu não conversava na aula,
eu não CANTAVA na aula,

eu não faltava na aula,
eu não MATAVA aula

eu não fazia bagunça
eu não ia pra diretoria por causa de Fotolog!

Eu não saía,
eu não bebia.

Eu não saía,
eu não bebia.
Na verdade a Lelê acendeu o que já existia,
e veio para nos mostrar o que é mesmo parceria!

Ela gosta mesmo é de uma presepada,
visita até o Fórum durante a madrugada.
Numa cervejada gosta mesmo é de beber,
esquece até os mocinhos que acabou de conhecer!

ógos, óógos, e na época dos jogos,

Íma, ííma, a Lelê só fala em rima!

Álo, áálo, um autógrafo do galo!

E pra finalizar, um funk eu vou mandar:

Vida Loka é quem?
Vida Loka é a Leléca
não importa o que ela faça,
está sempre com a caneca!




Fala sério, elas merecem uma resposta, né?

Guenta aí então:

Cês num me enganam
Cês num me enganam
Tá na cara que cês me amam!

Não vem com treta,
não vem com treta,
melhor parceria do planeta!

É isso que dá,
é isso que dá,
não tem nem como negá!


humilde, mas de coração!